TERMINAL | Crítica

    Melhores filmes irão estrear brevemente.

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    Terminal tem a classificação de drama, crime e thriller. Após vê-lo, concordo as duas últimas, e é uma pena pois um pouco mais de drama podia fazer desta história de vingança, um filme que não esquecêssemos facilmente.

    Uma das coisas que gostei em Terminal é o facto de ser difícil carimbá-lo com uma data. Podia passar-se num passado ou futuro próximos. Os pontos fortes do filme são três, a saber: a actuação de Margot Robbie, no papel principal da enigmática Annie, uma mulher que é como um droga – sabemos que mais tarde ou mais cedo nos vai criar problemas mas não conseguimos resistir ao seu apelo. Em segundo lugar o ritmo com que a história é contada, com solavancos que não nos deixam cair no marasmo de “mais um filme de acção igual aos outros”. Em terceiro lugar, o visual meio apocalíptico, meio deslumbrante de uma cidade cheia de vícios.

    Mike Myers tem em Terminal um papel crítico para o desenrolar da acção e para o seu final apoteótico. No entanto, o actor parece não se desfazer dos seus tiques e maneirismos meio “quasimodianos”, como se tivesse que apoiar a sua actuação em qualquer deformidade física ou mental. Será que a responsabilidade pela sua carreira seguir este caminho é sua ou é apenas vítima de erros de casting?

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    Margot Robbie é fantástica no papel da electrificante Annie. Os seus olhos parecem soltar faíscas e existe uma hiperactividade na sua personagem que é representada com um equilíbrio perfeito com o seu calculismo e frieza. O papel de sedutora assenta-lhe como uma luva, com que te acaricia, hipnotizando-te com os seus olhos, intoxicando-te com as suas palavras. O filme eleva-se cada vez que há uma cena em que ela participa.

    Infelizmente, o argumento não acompanha os pontos fortes que acima descrevi. Há demasiado tempo consumido na apresentação da trama e das personagens. Tempo suficiente para complicar demasiado o narrar da história e para quase te aborreceres. O argumento balança numa ténue linha entre o equilíbrio e o abismo, sendo salvo por cenas de acção intervaladas com geniais intervenções da actriz principal.

    Este é um filme que está quase lá mas não chega para o colocar na pasta dos favoritos. É aconselhado para ti que és um amante incondicional e fiel dos thrillers ou de Margot Robbie. Se não te revês na frase anterior, poupa o teu dinheiro pois melhores filmes irão estrear brevemente…