Estou de volta com mais um título de Miyazaki (sim, sou fanático e tenho um problema, já sofro bastante com isso portanto não impliques comigo por favor).

Dark Souls II é a terceira entrada na saga Souls. A versão original saiu em Março de 2014 para PC, Playstation 3 e Xbox 360. Em Abril de 2015 foi lançada uma versão chamada Dark Souls II: Scholar of the First Sin para a PS4, Xbox One e PC (com DirectX 11). Sendo que é essa a versão que joguei mais recentemente, é essa mesmo em que me vou basear na crítica.

Dark Souls II não parte da história do antecessor, no entanto existem várias ligações que podem sugerir que a terra onde nos aventuramos é a mesma, tendo sofrido alterações monumentais. Começo desde já pelos pontos negativos para depois poder apontar tudo o que gostei. O videojogo não é justo, no sentido em que o primeiro era, ou seja, neste videojogo há certos segmentos em que nós temos de morrer, não há outra opção. Toda a estratégia que recolhemos em Dark Souls é nula a partir do momento que entramos em Drangleic.

Não falo da dificuldade dos bosses, falo da maneira como os inimigos estão predispostos, ou seja, ao invés de encontrarmos um corredor com dezoito inimigos espalhados, encontramos uma sala com 10 que nos atacam todos ao mesmo tempo. Eu sei que isto representa a realidade, mas este tipo de salas estão espalhadas pelo jogo todo, e muitas vezes temos de passar por lá.

Dou o exemplo de Shrine of Amana, na bonfire antes do Demon of Song temos uma área pela qual temos de passar onde se encontram pelo menos 6 inimigos, sendo que 4 deles são feiticeiros que nos tiram um terço da vida assim que saímos de uma gruta. Eu gosto de videojogos exigentes, é por isso que adoro esta saga, mas houve partes do jogo que me pareceram esforçadas ao contrário de Dark Souls, onde uma sala cheia de Pisacas requeria estratégia e calma, aqui temos de estar sempre a mexer a espada deixando pouco espaço para a exploração.

Outro ponto negativo para mim é a falta de diversificação, não só em relação ao antecessor, mas ao próprio mundo em si. Em Dark Souls tínhamos uma variedade de níveis, desde as ruínas em Painted World of Artemis, à construção de madeira em Blighttown, ou até mesmo a floresta de Ash Lake. Em Dark Souls II temos o castelo em Drangleic, o castelo em Lost Bastille, o castelo em Drangleic, o castelo na Forest of Fallen Giants, percebes a ideia.

É verdade que o videojogo tem variedade, mas não tanta como podia ter, tendo em conta o antecessor. Apesar de não ser diversificado nas paisagens, as existentes são soberbas como o mestre Miyazaki nos tem habituado. Não gosto muito da insistência em castelos mas tenho como área preferida a Heide Tower of Flame, é uma área magnífica que nos transmite serenidade apesar dos cavaleiros enormes que temos de derrotar.

Vamos então aos pontos positivos, que são muitos e sobrepõem-se facilmente aos negativos! Em termos de personalização inovaram imenso, introduzindo novos penteados, barba e novas classes para escolhermos (têm nomes diferentes e objectos iniciais mas no fundo baseiam-se nas que já conhecemos), mais armas e armaduras (temos capas!).

A mecânica do parry foi alterada neste videojogo para o tornar mais difícil (surpresa!…) pois cada escudo tem uma forma diferente de ser manejado, sendo que os mais pesados são mesmo SÓ para defender. (não te armes em Bruno e tentas dar parry num cavaleiro preto apenas para veres a tua vida ser esmigalhada como uma pulga). Isto de certa forma veio influenciar a maneira como abordamos os inimigos pois implica que tenhamos de optar por uma abordagem mais directa e agressiva.

Ao longo do videojogo vamos encontrando várias pessoas com quem falar, podendo recrutar as mesmas para o nosso safe hub, que é um sítio comum nos videojogos da saga Souls onde não existem inimigos mas sim curandeiros e mercadores ou personagens que nos possam ajudar na nossa demanda. O videojogo tem visuais melhorados em relação ao antecessor, o que de certa forma torna mais agradável a experiência que o jogador tem. Falando em experiência, o port do PC está perfeitamente optimizado, permitindo que o videojogo corra de forma suave e sedosa! As paisagens, embora repetitivas são deslumbrantes, principalmente o castelo de Drangleic ou o seu Altar!

É no geral uma experiência que puxa por nós, não nos dá a mão nem nos deixa desleixar por um momento para não perdermos a noção do perigo que nos envolve, clássico Miyazaki. Creio que quem gostou de Dark Souls, não vai largar este título até triunfar mais uma vez como rei soberano. Apenas peca pela maneira como nos coloca em desvantagem perante inúmeros adversários, algo que acontece vezes a mais.

Conseguiste sobreviver aos implacáveis inimigos em Drangleic ?

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