DRAGON BALL XENOVERSE 2 | Crítica (Nintendo Switch)

A nostalgia está cá toda!

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Por Joana Sousa escritor/a em SOMOSGEEKS.PT
A minha paixão pelo Cinema e Videojogos levou-me pelos caminhos da Animação e Pós-Produção e a cobrir essas áreas aqui...

Dragon Ball Xenoverse 2 marca a estreia da franquia mais rentável da Bandai Namco, na Nintendo Switch. Como grande fã de Dragon Ball, não pude deixar de querer experimentar este port, esperando que este videojogo fosse tudo o que eu esperava que o Dragon Ball Xenoverse 1 tivesse sido e que a portabilidade da Switch proporcionasse uma experiência de jogo mais versátil.

Dragon Ball Xenoverse 2 é um videojogo mais completo que o seu antecessor. São inúmeras as personagens que participam nesta sequela e dificilmente poderás te lembrar de alguma que não apareça aqui. Aliás, este videojogo é tão competente a explorar a história do universo de Dragon Ball que até os OVAS tem aqui uma presença muito forte.

É sem dúvida um videojogo para os fanáticos de Dragon Ball.

Na história de Dragon Ball Xenoverse 2, tu és um novo Time Patroller, na cidade de Conton City. A tua missão é sabotar os planos dos vilões Towa e Mira que são os Time Breakers responsáveis pelas ocorrências, que com a ajuda de Turles e do Lord Slug, tentam mudar o percurso da história de Dragon Ball. Tu e Trunks do futuro terão de unir forças com o Supremo Mestre Kai e impedir que algum acontecimento passado seja alterado. Nisto, o videojogo deixa-nos envolver muito bem ao nível sentimental com a história. No entanto, quando queres aproveitar o “mundo” fora destas missões de história, o videojogo ganha outra dimensão mas torna-se totalmente repetitivo e mecânico.

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Inúmeras personagens emblemáticas das sagas de Dragon Ball serão desbloqueadas conforme fores evoluindo na história e irão aparecer na cidade de Conton City. Ao treinares com elas, novos ataques serão aprendidos pela tua personagem ao mesmo tempo que adquires mais experiência para levelar. Cada novo nível dá-te uns quantos pontos que puderás utilizar para fazer boost ás tuas habilidades. Além dos instrutores, também terás 5 ilhas que terão histórias secundárias com missões muito repetitivas. Terás de ajudar Ubu a criar a sua família, Neil a proteger as Dragon Balls, Super Sayaman 1 e 2 a proteger civis,  Vegetta a tornar-se mais forte e Frieza a treinar para se tornar ainda mais poderoso.

Isto além de eventos que possam aparecer no mapa e  entre coisas, são a parte mais chata do videojogo. Torna-se uma rotina muito repetitiva. Despachas os novos instrutores, eventos, e missões e depois ficas sem nada por fazer até seguires mais à frente com a história principal. No entanto, seguir só com a história principal e evitar estas missões só te trará mais trabalho no futuro para fortaleceres a tua personagem.

A nível de combate, foi aqui que o meu investimento neste videojogo foi mais recompensado. Temos um grande leque de ataques e movimentos, sendo que podemos controlar livremente a nossa personagem e os combos são quase infindáveis. O jogador sente aqui uma liberdade criativa de combate que lhe permite um total envolvimento nas missões. Quer seja combates corpo a corpo, ou à distância, a tua aprendizagem dos novos ataques leva-te a grandes combates que requerem mesmo o planeamento cuidado dos teus movimentos.   

A nível de controlos, tens agora na Switch a opção de jogar com motion. Ou seja, através dos teus movimentos podes lançar ataques especiais. Esta não é de todo uma função muito vantajosa, até porque quer com motion ou sem, terás de clicar no respectivo botão para seleccionar o ataque. A adição do motion permite-te é que só consigas lançar o ataque se fizeres os movimentos que te são mostrados.

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Podes contar com várias opções de combates fora das missões para ocupares o teu tempo e evoluíres os teus personagens originais, e até os teus personagens das sagas que vais desbloqueando com a história, com modos multiplayer online e offline local. Aqui podes ter uma experiência intensa de combate que vai apimentar a tua vontade de treinar e evoluir as tuas personagens ainda mais com melhores ataques e estratégias. 

As animações dos ataques especiais são satisfatórias e de certa forma são também um factor a fazer parte da tua estratégia de combate. Tens de saber posicionar-te o melhor possível para aproveitares a abertura do teu oponente e ao mesmo tempo tens de calcular ainda o tempo que vais ter de animação até ao ataque em si acertar no inimigo. Isto porque as animações dos ataques especiais têm todas diferentes durações que poderão dar tempo ao teu inimigo para te cancelar o ataque e te contra-atacar. Tens de conhecer bem o teu leque de ataques especiais e saber em que momentos é que são mais vantajosos!

A nível gráfico, é aqui que Dragon Ball Xenoverse 2 nos relembra o drama dos ports quando são mal feitos. Já tinha passado metade da história quando realmente comecei a reparar no aspecto dos gráficos em modo portátil na Switch…. epa, o que é aquilo? Depois de ver o Doom e o Skyrim a correr na Switch, não me venham deitar as culpas ao hardware da consola. Há realmente ports horríveis que não sabem aproveitar as consolas para onde vão, e este é um desses casos.

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Dragon Ball Xenoverse 2 tem um desempenho de 900p em modo dock e 720p em modo portátil, correndo a 60fps em batalhas 1vs1 e 30fps quando há mais personagens em combate. Os gráficos estão bem mais sharp e mais escuros do que os presentes nas outras versões. Mas estas decisões de reduzir os grafismos foram compensadas com mais conteúdos exclusivos deste port, como o DLC da história do Dragon Ball Xenoverse 1 que foi gratuito durante o primeiro mês de lançamento do videojogo. Resta-me dizer que em modo portátil consegui estar vários dias a fio com a bateria a durar-me mais de umas 3 horas de jogo, o que até foi bom.

A nível da banda sonora, esta não me aquece nem me arrefece. Não está muito ambientada na identidade da franquia do anime. É uma banda sonora muito forte e activa dentro da identidade dos outros videojogos da franquia que seguem mais a linha dos videojogos de luta como o Tekken.

Dragon Ball Xenoverse 2 não me desiludiu ao contrário do seu antecessor. Aliás, este videojogo está melhor trabalhado, mais completo, recheado de experiências a proporcionar ao jogador. Com mais personagens que trazem nostalgia a qualquer fã do anime e manga de onde originou. Mas no fundo não nos deixa esquecer de que é um port mal feito que não aproveita totalmente a potencialidade da consola.

Ficas-te ansioso por experimentar Dragon Ball Xenoverse 2?

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