HISTÓRIAS DE UM PIXEL | A Primeira Missão da Rainha dos Videojogos

Tens que virar na primeira à esquerda.

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Por João Teotónio escritor/a em SOMOSGEEKS.PT
Sou um mago vermelho da cromice, com pontos alocados principalmente nos videojogos. Adoro o ar livre e esticar as pernas.

No outro dia estive a pensar porque é que é costume irmos da esquerda para direita em videojogos de plataformas. Será porque esse é o sentido que sociedades ocidentais costumam usar para ler e escrever? Será porque a abcissa zero é normalmente colocada do lado esquerdo relativamente aos valores positivos, tanto em computação como na matemática mais geral? Ou foi simplesmente um standard definido por videojogos mais antigos como o Pitfall! da Atari?

Neste “Histórias de um Pixel” vamos falar de um videojogo conhecido por quebrar esta convenção, uma experiência onde a falta de linearidade reina. Esta série está longe de ser a mãe deste conceito, mas teve impacto suficiente no mundo das consolas para dar o seu nome a um novo sub-género. (Houve uma altura em que os FPS se chamavam clones de Doom, por exemplo).

Vamos falar do remake do primeiro Metroid, chamado Metroid: Zero Mission para o Game Boy Advance. Porquê pegar nesta versão e não no original? Zero Mission melhorou todos os aspectos do seu antecessor de 1986, ao ponto de servir completamente como substituto dessa entrada.

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Para quem não conhece, esta série consiste num universo futurístico de ficção científica, onde jogamos no papel de Samus Aran, uma caçadora de prémios de armadura futurista e canhão na mão. A sua missão em Zero Mission é infiltrar-se na base subterrânea de um grupo de piratas espaciais no Planeta Zebes e eliminar uma das suas armas mais poderosas… Os perigosos parasitas Metroid e a sua líder, Mother Brain.

Quando começamos a jogar, a primeira reacção é avançar em frente, saltar nas plataformas e eliminar os inimigos a tiro. Mas muito rapidamente o nosso caminho é bloqueado por uma passagem demasiado pequena para prosseguir. Na verdade, mesmo antes do sítio onde começamos o videojogo, havia um item que permitia à Samus transformar-se numa bola para poder passar por locais estreitos e pequenos. A solução é voltar para trás.

A partir deste ponto é perceptível que Zero Mission, tal como o Metroid original e o resto da série, passa-se sempre num mapa único com vários ramos e localizações diferentes, tendo mais em comum com franquias como Legend of Zelda, do que coisas como Mega Man.

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Muito dos locais estão bloqueados ou demasiado altos para Samus alcançar logo de inicio. Afinal o seu Power Suit tem um alcance de tiro demasiado curto, não se consegue elevar muito alto entre outras peculiaridades chatas. (Os mais atentos até reparam que este não é bem o mesmo fato típico que Samus usa nas outras entradas…) Mas a sua sorte, é que Zebes pertencia a uma raça de pássaros humanóides, chamada Chozo. Foram eles que fizeram a armadura da protagonista. Assim sendo, existem vários tipos de armamento e upgrades de mobilidade para utilizar espalhados por todo o planeta.

Mas isso não chega para ultrapassar qualquer desafio. É verdade que o mapa te dá sempre uma vaga ideia para onde o jogador tem de ir, mas se não estás atento podes ficar umas boas horas a andar em círculos. Metroid está sempre recheado de passagem secretas, muitas delas necessárias para a progressão da aventura. Tens de estar sempre atento ao típico bloco estranho fora do sítio ou a outro tipo de pista menos convencional. Apareceu um inimigo do outro lado da parede? Passagem Secreta! Custa ao inicio, mas é o tipo de momento que faz as delícias a aqueles que gostam de explorar.

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Zero Mission, além de novas batalhas boss, tem uma nova secção após a batalha final. Nessa jogamos com Samus sem o seu Power Suit, e teremos de nos infiltrar numa  das naves dos piratas do espaço sem accionar os seus alarmes. Outra onde ela adquire finalmente a armadura que usa no resto da série, onde o famoso modulo “Varia” dá à caçadora os seus ombros icónicos e acesso a mais upgrades. Em termos de história é um momento onde temos um pequeno olhar na relação de Samus e os Chozo.

Os bónus não acabam aqui. Se tiveres o outro videojogo Metroid do Game Boy Advance, o Fusion podes descobrir qual é a história por detrás da protagonista e o seu Némesis, o capitão dos piratas espaciais Ridley e também um pouco mais sobre a infância de Samus em Zebes.

Se nunca jogaste Metroid ou se o próprio estilo de jogo ligado ao “Metroidvania” é te desconhecido este é um excelente sítio para começar. Recomendo-te vivamente!

Quando é que ouviste falar da Samus pela primeira vez?

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