HISTÓRIAS DE UM PÍXEL | Antes Da Sinfonia Pintamos Círculos de Sangue

Richter e Maria defrontam o Conde pela primeira vez.

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Por João Teotónio escritor/a em SOMOSGEEKS.PT
Sou um mago vermelho da cromice, com pontos alocados principalmente nos videojogos. Adoro o ar livre e esticar as pernas.

Eu, como toda a gente, gosto do dia de natal e de conviver com a família… Dá para receber umas pecitas de roupa e tudo o que me poupa viagem às lojas é bem vindo. Mas os dias de espera são a coisa mais terrível alguma vez inventada pela máfia dos feriados…

A máfia dos feriados? Oh é aquela malta que inventou o Dia de são Valentim para o pessoal gastar dinheiro extra em data marcada nas namoradas e/ou namorados, por exemplo. Ou que nos tentou enfiar um Dia dos Videojogos (12 de Setembro) para nós atirámos umas moedas a micro-transações ou loot boxes… Que idiotas, qualquer jogador que se preze sabe que esse dia é todos os dias…

Portanto não há melhor ocasião para festejar o Halloween (depois do facto, obviamente) que é basicamente a única coisa que impede que se oiça falar de Natal em Setembro. E claro numa rubrica dirigida aos videojogos isso só quer dizer uma coisa: Castlevania.

Aqui no Cubo Geek já tivemos a oportunidade de revisitar o Symphony of the Night, um dos Castlevania mais fantásticos de sempre. Mas, sinceramente é um grande crime falar deste videojogo sem tocarmos naquela que é a sua prequela, Castlevania: Rondo of Blood.

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O videojogo saiu em 1993 apenas no Japão para um leitor de cds de consola pouco conhecida por estes lados, a PC Engine (conhecida por TurboGrafx-16 nos Estados Unidos). Provavelmente a única plataforma de cd-rom que se possa dizer que teve sucesso antes da vinda da PlayStation.

Por cá levámos com um porte muito manhoso para a Super Nintendo chamado Vampire’s Kiss (não seria a primeira vez por parte da Konami). Felizmente, mais tarde foi lançado para a PSP (incluído com o remake The Dracula X Chronicles) e para Wii que nos deu finalmente a oportunidade de jogarmos este videojogo.

Em 1792, um sacerdote chamado Shaft e a sua seita sacrificam uma jovem para ressuscitar Drácula de volta ao mundo dos mortais. O vampiro decide então atacar a vila natal da família Belmont, os caçadores de vampiros que lhe estão sempre a estragar os planos. Infelizmente Richter Belmont não está presente, então ele decide ler o manual de vilões de videojogos da altura e fazer aquilo que certamente ia chamar a atenção do protagonista: raptar a sua noiva e mais umas quantas raparigas para o seu castelo.

Esta história (alem dos típicos textinhos introdutórios do manual) é apresentada em várias sequências em anime, algo raro para a altura. E isso é uma das razões que torna Rondo uma experiência muito atractiva. O formato de disco dá espaço para uma banda sonora de boa qualidade e uma grande quantidade de níveis, no entanto o estilo de jogabilidade é Castlevania clássico de plataforma com níveis sequenciais… Do mesmo género que se jogava na NES.

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Por defeito controlamos Richter cuja jogabilidade é tal e qual um típico Belmont (na qual já tínhamos falado num História de um Pixel anterior). Chicote como ataque básico, armas secundária com “munição” limitada, alguma limitação de movimento realista, etc… Também existem uns truquezinhos novos como saltar para trás para evitar ataques entre outros.

A primeira rapariga que Ricther tem a oportunidade de salvar numa secção escondida de um dos níveis é Maria Renard, a segunda personagem jogável do videojogo. Ela não tem tanta vida como o caçador, mas é muito mais pequena com uma excelente mobilidade e duplo salto que a torna uma personagem muito fácil de jogar.

Maria é uma excelente escolha para principiantes que nunca pegaram num Castlevania, mas és um pouco penalizado por isso de forma propositada. Ela usa animais para atacar e o videojogo fica muito menos sério: o ecrã de game over é colorido, a comida passa de frango para gelados com bolos e o final parece sair de um desenho animado infantil.

Nem Drácula escapa, contra Richter ele demonstra ser uma grande ameaça… Agora contra Maria, ele bem tenta mas a rapariga tira-o completamente do sério. Ela é uma personagem muito divertida de usar, mas há que haver algum incentivo para usar o Belmont não é verdade?

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Mas o que é realmente fantástico no Rondo é a quantidade absurda de segredos para descobrir! Cada nível tem uma saída secreta que de oferece uma batalha boss completamente nova comparativamente ao caminho normal e acesso a outro nível alternativo. As restantes raparigas estão escondidas requerendo alguma exploração e até existem ataques secretos para executar. Tenta encontrá-los a todos!

Se já jogaste Symphony of the Night, deves ter reparado que Richter, Maria, Shaft e (obviamente) Drácula são personagens comuns entre estes dois videojogos. As duas histórias estão bem ligadas, dai eu jogar sempre estes dois um a seguir ao outro apesar de serem dois tipos de experiencias completamente diferentes uma da outra.

Mas olha é assim que jogas o melhor do “Classic-vania” e do “Metroidvania” num pacote bem contido! E se nunca tocaste nesta franquia tens aqui uma boa representação da sua excelentíssima qualidade sem ter que jogar todas as entradas do inicio ao fim.

Alguma vez jogaste a história completa desta dupla do inicio ao fim?

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