MARIO + RABBIDS KINGDOM BATTLE | Crítica

É um videojogo bastante original.

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Por Bruno Dores escritor/a em SOMOSGEEKS.PT
Um fanático por Nintendo, de nome "Nintendista", que procura mostrar ao mundo o lado mágico da empresa que o acompanhou...

Nunca pensei chegar a esta altura da minha vida e ver um videojogo de Mario misturado com coelhos saídos directamente do manicómio. Parece que não fica lá muito bem ao início, mas o certo é que resultou mesmo!

Ao início pareceu que nada disto iria resultar, nem sequer sabia como é que iriam arranjar justificação para juntar os dois mundos, mas ao meter as mãos no videojogo e começar a jogar, fui logo informado de como tudo aconteceu: Uma rapariga, grande fã do mundo de Super Mario, criou uns óculos muito especiais chamados de “SupaMerge“. Estes óculos têm a capacidade de fundir qualquer objecto com outro, criando algo novo!

Então a rapariga, ao deixar a sala por uns momentos, eis que aparecem os Rabbids, vindos de uma máquina do tempo. Então um deles decidiu pôr os óculos e aí correu mal, fundindo a máquina do tempo com um poster de Super Mario, levando-os todos para o mundo de Mushroom Kingdom. Muitos dos Raddids lá foram fundidos com objectos, tornando-se corruptos e com más intenções. O objetivo é nada mais nada menos do que um, tentar capturar o Rabbid possuidor dos óculos, chamado de “Spawny”, com a ajuda de Mario e Beep-O, a interface dos óculos que ganhou forma física no novo mundo.

Comecei o videojogo com o Mario e dois dos Rabbids que foram fundidos com bonecos de personagens de Peach e Luigi, decididos a ajudar-me. Beep-O é o fofo que me dá as primeiras armas, enviadas por um grande fã “misterioso”, dando ao Mario uma arma ao estilo de Megaman! Ao longo da história vai ser possível desbloquear mais heróis, sendo que existem oito no total. Nada assim do outro mundo, mas para aquilo que cada uma delas consegue fazer, não está mau.

O mundo do videojogo está muito bem construído, com muitos detalhes e cores vivas, mas nunca perdendo a identidade do mundo de Mario. Os caminhos por vezes são demasiado simples, sem muitas ramificações, mas em compensação, existem vários puzzles ou itens escondidos. Para além disto é possível de vez em quando ver Rabbids a fazerem coisas parvas, o ideal para dar uns risos!

As cutscenes estão muito bem conseguidas, sendo o mais parvo e cómico possível, dando-me momentos inesperados de grandes gargalhadas. É para isto que os Rabbids estão cá a fazer e o videojogo morreria sem as parvoíces deles. O sistema de jogo é táctico, mas muito ao estilo de outros videojogos como Fire Emblem e XCOM, porém, este videojogo é mais simplista do que outros, pelo facto de se direccionar ao público mais jovem ou a pessoas que nunca tiveram experiência em videojogos do género.

As batalhas são algo fáceis no início e dá para entender bem o sistema de movimento e ataque. Porém estes facilmente começam a complicar-se ao longo do jogo, mas de maneira um pouco agressiva. O bom é que sempre que se começa a batalha, é dada a opção de modo fácil, ajudando-me nas batalhas em que tenha dificuldade. A música neste videojogo está muito bem conseguida, com grandes momentos musicais em lutas de Bosses, deixando-me sempre agarrado à consola. Vindo de duas grandes empresas, só poderia ser do melhor!

No que toca a armas, há alguma variedade no videojogo e é possível também receber armas através de amiibos compatíveis. Cada uma têm as suas características e efeitos secundários nos inimigos tornando as coisas mais interessantes. Uma das que uso mais são com o efeito de bounce, que uma vez activada, lançam os inimigos a saltitar pelo campo, por vezes até sair do mesmo.

Cada herói tem uma árvore de habilidades, Skill Tree, que é bastante útil, devido à possibilidade de aumentar o dano dos nossos movimentos, reduzir o tempo de espera de certas acções, aumentar os pontos de vida, entre outros. Isto só é possível utilizando as Power Orbs, que são obtidas ao longo do jogo, mas o melhor é que sempre que precisar, posso fazer um reset e voltar a distribuir-las como quero.

Para além disto, há coleccionáveis espalhados pelo mundo, como imagens, modelos 3D e músicas do videojogo, que tentam dar um pouco mais de extra ao jogo, mas penso que isso acabou por ser-me banal, pois queria fazer mais batalhas diferentes. Se ao menos houvesse um modo de batalhas aleatórias seria algo mais interessante e desafiante. Outro ponto menos bom neste videojogo é o facto de não ter modo co-op integrado no modo história, ficando limitado a cinco campanhas que se desbloqueiam passando os níveis do modo história. E para complementar isto, não há modo multi-jogador online, o que remove logo qualquer tentativa de tornar isto em algo competitivo.

Resumindo, é um videojogo bastante original, é algo novo e muito cómico, porém a falta de algumas coisas acaba por ser uma preocupação, uma vez que ao acabar o videojogo já não tenho muito para fazer. Apenas me deixando na esperança do videojogo receber DLCs, tentando agarrar-me mais um pouco a esta comédia! Mario + Rabbids Kingdom Battle está disponível em exclusivo para a Nintendo Switch desde o dia 29 de Agosto.

Qual seria a mistura de mundos que gostarias de ver no futuro?

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