Recentemente o Cubo Geek foi convidado pela Nintendo Portugal a experimentar algumas das grandes novidades apresentadas na E3 de 2018! Claro que não nos passou pela cabeça desperdiçar esta oportunidade de te trazermos novidades fresquinhas sobre os videojogos que foram anunciados para a Nintendo Switch. Pois sabemos que estás tão mortinho de curiosidade quanto nós em relação a estes títulos. Assim, deixamos-te aqui as primeiras impressões de um dos videojogos que tivemos a oportunidade de testar.

A primeira coisa que me saltou à vista quando me encontrei perante a exposição do Starlink: Battle For Atlas, foi sem dúvida uma mesa repleta de peças de naves espaciais desmontadas. Ao ver essas, a criança interior tomou conta de mim e não consegui resistir a experimentar brincar um pouco com elas, enquanto construía a minha própria nave com base numa espécie de tutorial que o videojogo te dá. Existem vários tipos de peças, mas a ordem de montagem tem as suas guias. Primeiramente tens de escolher umas figurinhas mais pequenas que o teu dedo mindinho. Essas são os pilotos das naves ao serviço da companhia Starlink Initiative. Cada qual tem uma habilidade própria e distinta, pelo que deves procurar saber qual o que se adapta melhor ao tipo de missão que terás pela frente.

Logo de seguida deves escolher o teu cockpit, o corpo central da tua nave, e esta é também uma peça crucial que deves escolher com cuidado. Cada cockpit tem, à semelhança dos pilotos, uma habilidade para a qual foi mais talhado. Mesmo pelo seu design consegues ter uma ideia de qual é o seu melhor atributo, seja velocidade, durabilidade, entre outros que deves ponderar consoante o teu tipo de condução e o tipo de missão que tens de fazer. Depois, a cada lado do corpo da nave deves encaixar uma asa, para que consigas voar. Se quiseres até é possível encaixares mais que uma asa em cada lado da nave, de forma a conseguires criar uma verdadeira besta do espaço! Mas atenção, que ao encaixares tantas peças, tanto na vida real como no jogo em si, irás arcar com as consequências do peso da tua criação, dando pouca mobilidade à nave no videojogo.

Depois das asas, as armas! Estas muito diversas e versáteis podem ser combinadas conforme achares melhor. Na verdade, todas a peças podem ser recicladas de umas naves para outras, sendo que podes mesmo misturar qualquer tipo de peças sem te restringires ao tipo de modelo para que foi pensada. De facto, parte da experiência de Starlink vai ser mesmo o coleccionismo destas peças que te levarão a criares a tua própria nave antes de partires rumo aos confins da galáxia.

Com isto, o “jogo” em si começa com a experiência de brincares com uma série de peças que deves encaixar umas nas outras e inserir no módulo onde estarão montados os joy-con. Estes por sua vez receberão a informação de que peças é que encaixaste no módulo, e em que orientação é que as encaixaste, e replicarão o visual que escolheste no modelo real para o videojogo em si. Com isto, estás pronto para abrires caminho entre as estrelas!

Para acalmar já algumas dúvidas, digo-te que as peças têm uma estrutura leve, em plástico, pelo que não é incomodativo estares com toda a sua estrutura montada em cima dos joy-con enquanto tens de premir normalmente os seus controlos. Quando encaixas mesmo muitas peças, ou mesmo quando crias algo que não tem grande balanço, aí sim, poderás sentir um certo desconforto tanto ao empunhares o comando como ao conduzires a nave no videojogo. Mas se há coisa de que não te podes queixar é da sua responsividade. Podes substituir peças a meio das missões quando bem te apetecer que logo essas alterações serão replicadas ao mesmo tempo no teu veículo. É mesmo de se ficar de boca aberta com esta interactividade.

Como estive a experimentar este videojogo na Nintendo Switch, outra questão que te deve surgir é referente aos motion controls, mas para já esses não estavam disponíveis. No entanto há umas exclusividades desta versão que não deixam de me luzir o olho. Só nesta versão teremos direito a pilotar a Star Fox Arwing com o seu piloto Fox McCloud. Infelizmente o piloto não estava de serviço pelo que não pude experimentá-lo, mas a sua nave estava e obviamente que foi uma das que mais vi serem recorrentemente utilizadas, e diga-se de passagem, é um peça de coleccionador.

À parte agora do mundo real, tens uma sistema solar para explorares livremente em open world numa aventura interplanetária dentro do videojogo. Aqui podes navegar livremente e descobrir até sete planetas enquanto derrotas as forças inimigas que ameaçam o equilíbrio do sistema. No entanto tratando-se de uma experiência de demo, só tive a oportunidade de explorar um desses planetas que deduzo que seja Sonatus, por ter uma paisagem tão árida e obscura.

Aqui, tive a oportunidade de fazer uma missão onde andei a explorar o planeta e a cumprir certos objectivos, até que defrontei um boss em duas fases de batalha diferentes. Tive até de persegui-lo a meio da luta e alternar entre o modo de vôo e o modo de planar da minha nave. O primeiro, garante uma mobilidade mais veloz para te deslocares em distâncias maiores, enquanto o outro é melhor em situações de combate “corpo a corpo”, especialmente em térreo, onde tens de conseguir virar-te rapidamente em 360º quando tens inimigos a cercar-te.

Para alternares entre estes modos só tens de premir um botão, e logo as tuas asas responderão ao input. Os controlos para já pareceram-me bastante simples, com um gatilho para disparar as armas de cada lado da nave e os joy sticks, como é padrão, controlavam a deslocação e a câmara.

Para já não vou falar muito sobre a qualidade gráfica e performance do videojogo, pois este demo que estive a testar pode ainda não representar a versão final do produto. No nível artístico contudo, do que pude vislumbrar, gostei do espaço imenso e dos cenários naturais que se estendiam para além do horizonte com uma atmosfera muito própria. Os inimigos e o Boss também tinham um design bem conseguido, misturando elementos mecânicos com uma aparência muito biogenética. No geral há uma simplificação das texturas de forma a harmonizar todo o ambiente com o visual mais cartoonista das naves e pilotos que já pudemos ver nos trailers.

Testar Starlink: Battle For Atlas foi sem dúvida uma experiência interessante e única. Surpreendeu-me bastante pela responsividade da sua tecnologia e funcionalidade, mas também pelo seu design. Cada peça é mesmo muito atractiva pelo que me surge uma enorme vontade em coleccioná-las todas. Vou ter de me conter mesmo bem!

Starlink: Battle For Atlas tem data de lançamento marcada para 16 de Outubro para Playstation 4, Xbox One e Nintendo Switch.

O que estás a achar de todo o conceito deste videojogo?