VAMPYR | Crítica

Vampiros me mordam, que bela surpresa!

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Por Bruno Vieira escritor/a em SOMOSGEEKS.PT
Gaming / One Piece / Music / Movies

Para quem já jogou Life is Strange, sabe que a Dontnod traz sempre ao de cima as emoções e repercussões morais do que fazemos em cada videojogo, em Vampyr, nesse sentido nada muda.

Num cenário vampiresco britânico após a Primeira Guerra Mundial, encarnamos Johnathan Reid, um veterano da guerra, que é mordido por um vampiro imediatamente após o regresso a casa. Este súbito encontro faz com que a sua vida altere drasticamente. Por um lado tem a sua parte humana, onde tenciona ajudar todos os que puder, por outro lado está incessantemente numa demanda por sangue humano.

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Não sendo o único vampiro na cidade, teremos de decidir várias vezes sobre a pessoa que nos queremos tornar, o que nos pode levar a fazermos coisas que não queremos. Esta premissa é diferente de praticamente tudo o que já vimos até agora, o que me leva pensar no que é que este videojogo podia ter sido caso a Dontnod tivesse aplicado todos os trunfos que têm.

Como já sabemos, a Dontnod brilha nas narrativas, e Vampyr não é diferente. Com um desaparecimento dos videojogos com vampiros, temos aqui uma base para o que pode ser uma nova corrente de videojogos. O que seria bastante interessante pois cada estúdio tem as suas valências, e conseguíamos determinar o que é que seria melhor em cada um.

O videojogo consiste em grande parte no nosso trabalho como doutores, onde temos de investigar a cura para o vampirismo e a pandemia que assombra Londres em 1918. Tudo isto implica que acompanhemos pacientes, fazendo pesquisas médicas e seguindo pistas. Porque é que isto é importante? Porque não estamos à espera disto num videojogo de vampiros, e é aí que a Dontnod se destaca, na diversificação de um género dentro do próprio.

Com Londres dividida em quatro bairros, temos uma liberdade desmedida para os explorar, no estilo de Thief, as missões vão aparecendo à medida que chegamos ao bairro. Não só com base no bairro, também aparecem variante o a maneira como interagimos com as pessoas.

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Com base no que a Dontnod disse, conseguimos acabar o videojogo sem matar alguém. Apesar de ser um enorme fã de videojogos de acção furtiva, tinha simplesmente de meter o meu Edward Cul.. Ah desculpem, Drácula em acção. O combate é simples (atenção que simples não é sinónimo de fácil) e repetitivo, o que é perfeitamente aceitável dado que sabemos qual é o foco deste videojogo. É verdade que podia ser melhorado mas tudo depende das expectativas que colocamos.

Tudo tem repercussões em Vampyr, todo o contacto que temos com alguém desencadeia uma série de acontecimentos, não só relacionados connosco mas com todos os npc do videojogo. Qualquer acção nossa pode levar a rixas entre as pessoas, amizades criadas ou morte.

 

Com uma desigualdade entre o combate e a narrativa, Vampyr mostra a sua ambição, algo que é extremamente necessário para se vingar nesta indústria, o que me leva a crer que a Dontnod não se fica por aqui com vampiros. Com certos embaraços que podem ser resolvidos com actualizações (framerate e loadings), temos aqui um videojogo bastante sólido, que vem colmatar uma necessidade que Vampire: The Masquerade – Bloodlines nos deixou.

Vampyr traz o que poucos trouxeram, inovação. A mistura entre um mundo vampírico agressivo e uma narrativa que nos faz ser extremamente cuidadosos com o que dizemos. Não podemos deixar que as decisões morais nos afectem o julgamento, ou podemos, mas vamos pagar caro por isso.

Vampyr já está disponível para Playstation 4, Xbox One e na Steam para PC.

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