YUZO | Crítica

A malta deve ter ódio às bolinhas fofas.

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Por João Teotónio escritor/a em SOMOSGEEKS.PT
Sou um mago vermelho da cromice, com pontos alocados principalmente nos videojogos. Adoro o ar livre e esticar as pernas.

Eu cheguei a uma realização muito, mas mesmo muito importante. A malta que gosta de jogar videojogos de puzzles deve mesmo ter um ódio suprimido por bolhas que fazem olhinhos para a tua cara. Estão sempre a arranjar desculpas para arrebentarem com eles, algum trauma de infância só pode…

Mas deixando as piadinhas à parte, vamos agora analisar um pequeno videojogo que se enquadra um pouco nesses moldes. Não é daqueles onde as peças caem a uma velocidade estonteante… Mas sim um daqueles para quebrar a cabeça do pessoal de forma mais calma.

Yuzo é um videojogo simples de puzzles feito pela Vertical Reach, um pequeno estudo indie sediado em Portugal. Os denominados Yuzo, criaturas coloridas em forma de bola, são apresentados em forma de grelha e o nosso objectivo é limpar o ecrã por completo destes bichinhos.

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Então qual é mesmo a mecânica destes tipos? Se o Yuzo tiver outro da mesma cor ao lado dele, em cima ou em baixo pode ser seleccionado. Carregamos no dito e ele explode. Todos os que estão à volta, incluindo nas diagonais, são afectados. Os da mesma cor vão para os ares, o resto ficam com a cor do original.

Depois dos típicos níveis iniciais para ambientar às mecânicas básicas do jogo, são introduzidos mais mecânicas como: os Yuzo que estão a dormir que basicamente tem que levar com uma explosão extra, as bombas que são o equivalente a uma jogada forçada pelo computador no turno indicado no temporizador e os gorros que fazem os Yuzo à volta adormecerem no turno indicado, ganhando mais um passo extra até eliminação.

Os níveis são distribuídos por grupos de 10, cada um representado por um planeta do sistema solar. Mas não é preciso passá-los por ordem, os grupos têm um requisito mínimo simpático e dá para passar à frente sempre que tivermos bloqueados em qualquer um deles.

Os puzzles em si são feitos de forma competente, dando a possibilidade ao jogador fazer undo de qualquer jogada sempre que quiser. Portanto qualquer momento de frustração por parte da interface é inexistente. É só preciso puxar pela tua cabecinha.

Até agora parece tudo muito bonito, mas como é que Yuzo se sobressai a tantos anos de jogos móveis e de browser visto que no fim do dia seguem os mesmos moldes? A resposta está na apresentação.

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O estilo artístico faz lembrar os videojogos da era da Dreamcast, como Chu Chu Rocket por exemplo, algo que é sempre bem-vindo nos dias de hoje. A Música feita com sons simplistas e filtro retro (mas nada a ver com chiptune, atenção!) é extremamente relaxante enquadrando-se muito bem no ambiente do videojogo. As personagens, claramente inspiradas pela antiga concorrência nas arcadas, estão cheias de personalidade e as vezes até mesmo um pouco surpreendentes. Pena serem extremamente mal aproveitadas cada uma delas não aparecendo mais de duas vezes durante todo o percurso.

Yuzo está longe de ser algo realmente inovador, mas tudo aquilo que tenta concretizar faz de forma extremamente competente e com muito estilo. Para algo que foi feito apenas por 3 pessoas pode-se dizer que é realmente um videojogo que pelo menos merece o teu respeito. Considera largar uns trocos na tua plataforma de eleição…

Yuzo tem data de lançamento marcada para 5 de Julho para Nintendo Switch, AndroidIOS e na Steam para PC.

Pronto para puxar pelos miolos?

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