“Stormborn”

Bem-vindo de volta, cá estamos de novo para discutir mais um épico da literatura reproduzido no pequeno ecrã! Há pessoas que não gostam deste tipo de episódios, bem, eu adoro-os. “Stormborn” caracterizou-se pela troca de informação que existiu entre os vários governantes, o que muitas vezes é mais poderoso do que uma guerra entre exércitos, nunca te esqueças, conhecimento é poder.

Vou começar pelo que, para mim, é a parte mais importante: a reunião em Pedra de Dragão. Este encontro ditou o rumo do episódio, aqui ficamos a saber que Daenerys, Nascida da Tempestade da casa Targaryen, Mãe de Dragões, Khaleesi do exército de Drogo e rainha dos Sete Reinos de Westeros procura uma abordagem estratégica a Porto Real, ao invés de entrar a abrir feita Stannis, o que é sensato visto estar a lidar com Cersei Lannister, também conhecida por Satanás.

Creio que este episódio tentou potenciar o poder feminino (não tenho nada contra isso, até acho bem pois os homens não têm feito nada de jeito naquele reino). Denoto isto pois numa reunião pelo futuro de Westeros temos a Rainha dos Dragões, Ellaria a representar o povo de Dorne, Yara Greyjoy com o seu estandarte de família e Olenna, por parte da casa Tyrell.

  Estereótipos Controversos E Dragões em Treino

Apesar de normalmente as senhoras não se darem bem entre si, estas acertaram os pontos nos “i” e meteram mãos à obra, sendo que Olenna não ficou muito convencida com a abordagem a ser feita, talvez pelo facto de ter visto a sua neta ir pelos ares na explosão do Septo, o que a tornou um pouco mais predisposta à destruição.

Não concordo com a abordagem de Tyrion, mas também não sou a favor da destruição maciça, ou seja, com uma frota como a de Daenerys, alianças com inimigos dos Lannisters, não era de entrar por ali com o exército? Nem precisa dos dragões, só a frota Dothraki chegava perfeitamente para tomar Porto Real. Não concordo com a abordagem da raça, toda a gente em Porto Real sabe que Cersei manipulou, mentiu e assassinou, não têm qualquer problema em vê-la ser expulsa do trono de ferro, seja de que maneira for.

Outro momento importante neste episódio trata o pacto entre Dany e Varys. Daenerys sabe bem que Varys não é de confiança, apesar de este se mostrar sempre disponível em ajudar, trai quem tenha de trair sem o mínimo de misericórdia, algo a que eu chamo “a lei da sobrevivência”. Após uma breve conversa, ambos concordam com os termos e renunciam à traição (como se fosse assim tão simples no mundo de George R. R. Martin, isto vai correr mal).

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Pedra de Dragão foi bastante concorrida neste episódio. Tivemos uma visita de Melisandre (na sua forma mais conhecida felizmente, a outra é demasiado má para os meus olhos) que trouxe consigo o nome Jon Snow aos ouvidos da Rainha dos Dragões. Esta ouviu com atenção e pensou bastante no que lhe disseram, tanto Melisandre, como Tyrion que defendeu o bastardo com respeito no caminho que percorreram juntos até à Patrulha da Noite, Dany decide então enviar um convite ao Rei do Norte (O Rei do Norte! O Rei do Norte!).

Temos então outro encontro, mas este já o vimos no episódio passado, a diferença agora é que Jon está de pé e ninguém concorda com ele. Encontramo-nos perante um dilema, após Sam ter dito a Jon que se encontra uma montanha de Vidro de Dragão debaixo de Pedra de Dragão. Este diz que vai partir rumo a Daenerys, sendo que irá ser acompanhado por Sir Davos, ao que Lyanna Mormont lhe diz que não deve ir, e quando Lyanna fala, os outros abaixam as orelhas.

Acho que Jon faz a escolha certa. É verdade que ele não conhece Daenerys mas tendo lá Tyrion, que já o ajudou, com certeza facilitou a decisão. Jon toca também num ponto importante, ninguém naquela sala a não ser Jon viu os White Walkers, o que pendeu a balança para o lado dele. É verdade que um Rei deve guardar o seu território mas quando os White Walkers vierem até pode ter triliões de hectares que sem ajuda Winterfell irá ruir. Fez a decisão correcta na minha opinião.

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Após a palestra, este tem uma conversa com Baelish que não corre como Baelish esperava (ou pelo menos acho eu), sendo que este último revelou as suas intenções a Jon ao que Jon lhe manda bugiar (como qualquer irmão faria). Estou muito curioso em relação ao destino de Baelish pois é alguém com muito poder mas que raramente o usa.

Passamos então para a sua mini-irmã, Arya Stark, a rapariga que vai assassinar a rainha Cersei Lannister. Aplaudo o facto de Arya querer voltar a Winterfell, acho que é um sítio onde vai arranjar apoio para matar a Rainha com muita facilidade, visto que o irmão se vai unir a Dany. Temos também um encontro com Nymeria, esta que agora lidera uma matilha não muito amigável pelo que vimos. Gostava que ela tivesse voltado para Arya mas por algum motivo não o quis fazer.

Não vou falar muito do pseudo-tratamento que o Sam está a fazer a Jorah porque não sabemos como é que aquilo vai correr mas vejo aqui um grande potencial em Samwell para o desenrolar da história. Espero que corra pelo melhor, para Jorah voltar para junto da sua Rainha Daenerys.

Acabamos então com o fogo de artifício da batalha entre os Greyjoy (e Ellaria e as suas filhas pelo meio) que para mim foi muito bem orquestrado, nada de exageros. Vimos aqui como Yara sucumbe a Euron após ver o seu irmão saltar borda fora ao invés de lutar, ainda está ressentido de Ramsay obviamente. Gostei mais deste episódio do que do primeiro pois aqui é que vemos as rodas a girarem para a máquina de guerra funcionar, vamos a isso!

Achas que Jon faz bem em ir ter com Daenerys?

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